Castro

A mais ou menos 70 km de Ancud, Castro fica na região central da ilha, e é a capital da região. Lá você consegue encontrar dois dos maiores ícones de Chiloé, os palafitos, que não são diferentes dos que conhecemos em algumas regiões do nordeste brasileiro, com a diferença de que lá eles foram tombados como patrimônio nacional, e são arrumados regularmente, inclusive com a ajuda de um fundo internacional.

Palafitos em Castro.

 

O segundo ícone é uma igreja chilota. Existem mais de cem pela ilha, todas tem o mesmo estilo, ainda que o desenho varie de uma localidade pra outra. Porém em Castro está uma Igreja que deixa até os mais céticos de queixo caído (foi o meu caso). Imagine que algum maluco resolvesse construir uma catedral neo-gótica em uma ilha esquecida no tempo. Agora pense que nessa ilha ninguém saiba trabalhar com pedra, mas em compensação são todos carpinteiros de mão cheia. A Iglesia San Francisco em Castro é exatamente isto, uma igreja em estilo neogótico cuja estrutura e acabamento é todo feito em madeira. Os detalhes são de arrepiar, sem falar na cor avermelhada da madeira, praticamente a mesma em toda a superfície interior da nave. Sem dúvida um ponto alto em Chiloé.

Interior da Iglesia San Francisco (1906).

 

Um visita a cidade pode ser arrematada com um passeio de barco pelos fiordos. É de dentro da água a melhor vista dos palafitos, e de quebra dá pra (se você tiver sorte) ver uns lobos marinhos que resolveram adotar um farol como casa. Pra arrematar Chiloé, uma coisa importante. Você tem que comer um curanto. Nem que seja pra detestar. Afinal é o prato mais propalado da região. Você até pode comer em outra região, mas convenhamos é o mesmo que deixar pra provar um acarajé em Porto Alegre.