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Chegando a Santiago Considerei durante um bom tempo a opção de ir de ônibus para Santiago. Duas companhias fazem o trajeto de 50 e poucas horas entre o Terminal Tietê em São Paulo até Santiago do Chile. É mais barato que ir de avião, e de quebra você atravessa os Andes ,com direito a uma passagem pelo Aconcágua o ponto culminante das Américas. Mas não dá para ignorar que 54 horas de ônibus são massacrantes não importa de que ângulo você olhe. No final depois de muito garimpar acabei conseguindo uns bilhetes promocionais da Aerolíneas Argentinas, que apesar da escala em Buenos Aires, ainda assim valiam bastante a pena. Na verdade a grande diversão é atravessar a Cordillera voando. São dez minutos de êxtase. Em minutos o monótono altiplano argentino se eleva, fazendo com que aquelas montanhas se esfreguem na sua janela. Lagos azuis, glaciares, picos nevados. É de perder o fôlego. Pus a Pentax para trabalhar meio afobadamente e depois descobri que havia esquecido de selecionar a ASA corretamente. Me senti um babaca. (Depois descobri que as fotos ficaram boas mesmo assim!).
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Os Andes vistos do avião durante o verão chileno.
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Chegando no aeroporto, vale a pena pegar os ônibus da Centropuerto (1000 PCH), ou mesmo da Turbus (1200PCH) ao invés de taxis ou vans. Dependendo do local onde você vai ficar, você pode descer na estação Pajaritos e pegar o metro. A integração do transporte santiaguino é bem eficiente. A oferta de hospedagem em Santiago é farta. Tem de tudo, dos pulgueiros mais improváveis até seis estrelas. Se houvesse uma escala, digamos que um pulgueiro sem as pulgas já estava de bom tamanho pra nós. Neste espírito ficamos no Residencial Londres. Fica em uma rua de pavimentação antiga (paralelepípedos), com outros hostais na redondeza e bem perto do centro. O prédio em si devia ter uns 100 anos. O assoalho não me deixava mentir. Quartos limpos, banheiro idem. Não precisa mais do que isso.
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A capital chilena tem muito de São Paulo.Principalmente o centro. A diferença é que diferente daqui, o sol austral estica o dia até as 9:00pm, e as pessoas não se esquecem disso. Assim o que víamos nas ruas era gente. Muita gente. Famílias mesmo, indo passear, curtindo o dia nos parques, nas praças em suma em qualquer um dos muitos lugares de lazer que Santiago oferece. Rodamos pelas imediações da Plaza de Armas e acabamos fazendo um mercado pra garantir o dia. Alias essa é sempre uma atração à parte em qualquer lugar do mundo. Mercado pode até ser globalizado, mas as coisas que você acha nas gôndolas não te deixam esquecer que você está longe de casa. Compramos batatas fritas, um saco de nectarinas enormes e ainda uns refrigerantes diferentes pra experimentar. Pra encerrar o dia caminhamos até a Pio Nono, no bairro Bellavista. Se existisse uma grife Mourato Coelho, essa rua seria a filial chilena. Idêntica a sua congênere paulista tanto na freqüência despojada, quanto no tipo de bar. |
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Catedral Metropolitana na Plaza de Armas em Santiago.
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Pegamos um com mesinhas na rua, pedimos umas empanadas e um pisco sour e depois de quinze minutos chegamos à conclusão de que estávamos esgotados. Acabei com o pisco, arrematei uma coca e voltamos pro hostal, pra capotar.
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Tiramos o segundo dia pra conhecer mais um pouco de Santiago antes de se enfiar pelos seus arredores. Na "Alameda" (Al. O'Higgins), pudemos assistir a troca da guarda no Palácio La Moneda. Bem austero, como cabe a todo ritual militar. Mas pra finalizar a banda sai tocando "Guantanamera". Não sei se é pra provocar. Vêm as imagens do La Moneda bombardeado, as estórias que ouvi sobre Victor Jara, a Casa dos Espíritos...etc e ai você olha pro lado e vê o busto esmaecido do Salvador Allende acompanhando a entrada dos últimos soldados no palácio. Difícil sintetizar. Pior ainda tentar entender.
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Troca
da Guarda no La Moneda.
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Um passeio básico, mas impagável é pegar o funicular (um tipo de trem) no final da Pio Nono, com destino ao alto do Cerro San Cristobal.Lá em um local chamado Terrazza Bellavista, você tem uma vista fenomenal dos Andes e de toda Santiago. Não é incomum ver gente pagando promessa e subindo os 800m de desnível (da rua até a imagem da Santa no cume).
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O Cerro fica dentro de um complexo chamado Parque Metropolitano. Do Cerro pode-se pegar um teleférico até a estação Tupahue, onde fica uma bela piscina pública (mas paga), além de um mirante muito bonito rodeado de primaveras. Colada à entrada do funicular esta "La Chascona", a casa de Pablo Neruda, hoje transformada em museu. Do lado de fora monumentos com versos do Poeta rodeiam um pequeno anfiteatro, usado para leituras.
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Terraza
Bellavista. Local de Oração.
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