Rafting no Rio Trancura

Na tarde do dia em que chegamos a Pucón, saímos pra fazer o rafting.

Confesso que ainda que adore nadar e mergulhar, a idéia do rafting não é algo que me atrai significativamente. Tenho sempre a impressão que a probabilidade de que alguém arruine o dia com uma remada na sua testa, é maior do que a diversão em si. Mas ir até lá e não experimentar o rafting no Rio Trancura, era muito desaforo. Então topamos. A van nos pegou na operadora e nos levou até o ponto final do rafting onde no nosso caso a Trancura tem ótimas instalações com banhos quentes, armários, um bar, piscinas e até mesa de bilhar. Lá você veste as roupas de neoprene e recebe o resto do equipamento: capacetes (cascos) e colete salva vidas (chalecos). De lá em duas viagens um microônibus leva o grupo (umas vinte pessoas) até a ponto de partida.

Igual aos raftings que havia feito no Brasil, há uma apresentação sobre como se portar no bote, onde se segurar, o que fazer e principalmente o que não fazer. Instruções dadas, todos na água ainda fazem um treino para mostrar que entenderam alguma coisa do que foi explicado. No caso do nosso grupo, um par de australianos e o inglês macarrônico do guia, tornaram a navegação um misto de Titanic com torre de babel. Realmente engraçado.

 

No mais tenho que dar a mão a palmatória.

O Rafting é bonito pacas. Primeiro pela paisagem. Não é todo dia que você se arremessa corredeira abaixo com um vulcão ao fundo. Depois a cor das águas azuis e verdes de um turquesa indescritível , e a sua incrível temperatura. Dá pra gelar uma cerveja tranqüilamente em uns dez minutos. Por fim as corredeiras. Classificadas como nível III e IV, e com nomes sugestivos como "La ultima sonrisa", "Purgatorio", "La puerta del Inferno", são diversão garantidas. Em algumas o rugido das águas faz com que as instruções do guia pareçam um sussurro, quando na verdade o cara esta aos berros. No fim do rafting dá pra brincar de iceberg ou seja, pular do barco e descer boiando até o posto de apoio.